Outono
Jovem Tigre e moça cigana,
Correram, esconderam por terras serranas,
Melina envolta em seus panos e cores,
Não brilham mais, mais que as flores
Vagaram livres por selvas e pastagens,
Mataram bandidos e feras selvagens,
Seguindo o destino, onde foram chegar:
Depois da encosta, na areia, o mar.
Caranguejo por fim se mostrou indiscreto,
Da toca saiu com o outono repleto.
O verão acabou-se com os passos passados,
Estavam agora consolidados.
Na praia fizeram seu modesto lar.
Quem diria que as ondas os fariam parar?
Porém os frutos da estação não tardaram
E as folhas estéreis aos poucos calharam.
“Acaba a inocência. Agora não há mais cores nem flores. Buscam por um lugar onde possam parar, e encontram segurança numa praia. Lá constroem seu lar. Os frutos da estação não tardam. Chegam os filhos, e a velhice bate à porta.”
[texto e arte: Paulo Roberto Alonso]

3 comentários:
Adorei o post!
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